É possível planejar a Carreira Profissional?

A resposta para essa pergunta é simples e binária: Sim! Entretanto é preciso entender o conceito de planejamento. Para introduzir melhor o tema, façamos outra análise: Qual a diferença entre Plano, Planejamento e Projeção? As 3 opções normalmente são discutidas em áreas ligadas à Gestão de Pessoas, Recursos Humanos, profissionais especializados em Coaching e Carreira, entre outros que atuam na área de desenvolvimento de pessoas, no entanto, cada profissional entitula suas atividades e ferramentas de forma diferente, muitas vezes sem entender o real significado delas.

O primeiro ponto que precisa ficar claro é que estas três palavras não são sinônimos, pois não possuem o mesmo significado, na verdade elas se complementam, pois a maneira correta de utilizá-las é em sequência: Primeiro criamos um planejamento, em seguida estabelecemos um ou mais planos para executá-lo e por fim identificamos projeções caso aconteça tudo conforme o planejado ou não, certo? Ou seja, são etapas de um bom planejamento.

Para exemplicar, contaremos a história verídica de João (nome fictício). João queria se tornar Arquiteto, pois seu objetivo era atuar diretamente na realização dos sonhos das pessoas e empresas no que diz respeito às conquistas quanto à infraestrutura, seja uma casa própria, no caso de uma família, ou uma bela sede, no âmbito empresarial. Em seu planejamento João descreveu como plano que, ao concluir o ensino médio, logo ingressaria em uma universidade para cursar Arquitetura e Urbanismo e, após a conclusão do curso, registrar-se-ía no CAU – Conselho de Arquitetura e Urbanismo para exercer profissão de forma legalizada. Para isso, João ainda instituiu prazos, pois sabia que um planejamento sem prazos já nasce fafado ao fracasso. Planejou que concluiria o ensino médio em 2 anos, tempo que lhe restava para a conclusão caso aprovado em todas as matérias, somados a 5 anos de curso superior, tempo de curso estruturado na grade curricular da instituição que escolhera cursar, e considerou mais 6 meses como “margem de erro” e tempo para regularizar sua titulação junto ao conselho.

Até aí tudo certo, teoricamente em 7 anos e meio teríamos um novo arquiteto no mercado ajudando as pessoas e empresas a realizarem seus “sonhos estruturais”. Agora  analisemos alguns fatos que ocorreram durante esse percurso:

  • João reprovou em matemática, física e biologia no segundo do ensino médio e teve que repetir a série no ano seguinte.
  • Ao concluir o ensino médio, seu pai, que seguia carreira militar, foi transferido para uma cidade do interior, a qual possuía apenas uma faculdade e não oferecia o curso de Arquitetura e Urbanismo. Com essa mudança, João tinha quatro alternativas : 1) Buscar alguma outra opção de fora da cidade para cursar, o que impactaria em um tempo a mais de deslocamento e custos mais elevados; 2) Procurar uma alternativa de Ensino à Distância que ofertasse o seu curso; 3) Procurar outro curso que lhe permitisse concretizar seu objetivo; 4) Desistir do objetivo (sim, esta sempre é uma opção, mas que trataremos sempre como última hipótese). João identificou que a faculdade da cidade ofertava um curso de certa forma próximo à área que tinha como objetivo, o curso de Engenharia Civil. São áreas distintas com certeza, mas ainda assim ficaria dentro do objetivo de João. Se você ficou em dúvida volte ao início e releia o objetivo.
  • O curso já não era mais o mesmo, tampouco o tempo de formação. Os valores mensais a pagar e até mesmo o conselho responsável pela sua futura profissão eram diferentes. Com isso, João teve que “adequar” seu plano às condições atuais de sua realidade. Por motivos financeiros não conseguiu cursar todas as disciplinas em todos os semestres, o que o fez formar-se em 7 anos ao invés de 5.

Com tudo, com 26 anos de idade, João era Engenheiro Civil registrado pelo CONFEA – Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, e realizava seu “sonho de carreira” atuando ao lado de diversos arquitetos em forma de parcerias, pois assinava os termos de responsabilidade dos projetos arquitetônicos destes profissionais.

João atingiu o objetivo traçado no Planejamento de Carreira, mas teve que corrigir alguns desvios pelo caminho e alterar o plano algumas vezes. Além disso, não atingiu no prazo esperado, pois o que estava projetado em 7 anos e meio foi concluído em 10 anos (3 de ensino médio e 7 de ensino superior).

Poderíamos citar inúmeros exemplos aqui de Planejamento de Carreira e certamente nem todos teriam um “final feliz” como o de João, pois nenhum planejamento, por melhor que seja sua construção, poderá garantir a certeza do atingimento do objetivo. No entanto, quem possui como competência a habilidade de planejar certamente terá ótimos índices de sucesso e baixos índices de riscos e falhas, temas inclusive para os próximos posts.

Por fim, concluímos que uma carreira profissional não só pode ser planejada como deve! Desde que a construção deste planejamento permita, a partir de um objetivo claramente definido, pequenos ajustes a medida que os fatos vão acontecendo, pois definitivamente não temos controle sobre tudo e precisamos ser resilientes para agir rapidamente quando as coisas fugirem do controle.

E você, planejou a sua?

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